domingo, 30 de novembro de 2008

O NOSSO BLOGUE


O blogue do NRP ÁLVARES CABRAL F336,nasceu após se verificar que na Internet,não existia qualquer blogue a relatar a vida das guarnições dos navios destacados em África durante o período da Guerra Colonial.
Existiam na Internet 4 blogues,hoje 5, dos Cursos da Escola Naval,guarnecidos por Oficiais Superiores na Reserva ou na Reforma,que se debruçavam sobre a camaradagem e Marinha de Guerra Portuguesa em Geral.
E foi do blogue de um dos Cursos da Escola Naval, que recebemos o primeiro apoio.
Existia ,e existe o blogue de Oficiais da Reserva Naval,cujo seu mentor, Manuel Lema Santos, além de descrever a Reserva Naval,ainda descreve em blogue de Militares do Exercito de uma das ex Províncias,como era a vida da marinhagem a bordo dos Patrulhas e das Lanchas de Desembarque.
Na Internet os blogues existentes nada descreviam sobre as guarnições de navios,nas restantes ex Províncias.
Primeiramente fui tentando,que fosse-mos admitidos em blogues de ex militares,a divisão ainda não acabou passado tantos anos.
Sempre que fazia um comentário nos ditos blogues,lá vinha o contra comentário" O xico esperto deve ter feito a comissão numa fragata", na fragata não estavam errados.
Só um dos blogues nos admitiu,e relegou-nos para segundo plano,nem na página principal era-mos mencionados,ao contrário de outros ex militares.
Quando interpolados,respondiam que na Marinha só os camaradas Fuzileiros tinham sido Combatentes,portanto todos os restantes elementos da Marinha eram uns madraços,que andaram a passear os navios de porto em porto,que tivemos uma bela vida e que nunca contactamos com a realidade da Guerra Colonial.
Como eles estavam errados nas observações a nosso respeito,mas soubemos perdoar a sua soberba, ignorância e desconhecimento,e nunca lhes transmiti, que alguns deles faziam alarde do que não foram,e que tudo faziam para parecer que foram.
Partiu-se então para a construção do blogue do NRP ÁLVARES CABRAL F336, que além da sua ex guarnição,também poderia dar "abrigo" a outros Marinheiros ou ex Marinheiros,que tivessem feito parte das guarnições dos navios em África.
Outra das maiores gratificações do nosso blogue,foi que outros bloguistas e até algumas entidades,passarem a usar o numero de amura ( raramente usavam ) para diferencial o navio no activo,com o navio do passado.
Meus amigos e camaradas,afinal o que nos falta no blogue, é "memórias" e mais camaradas de comissão na equipa do blogue.
Meus amigos e camaradas com um pouco de vontade,vamos dar mais vida ao nosso blogue, blogue, que têm o nome do nosso velho navio, e que foi a nossa unidade militar mais de 25 meses.

AVIAÇÃO NAVAL ( 3 )




sábado, 29 de novembro de 2008

Engenheiro Ricardo Matias

Engenheiro Ricardo Matias,antigo colaborador da "Revista da Marinha" e ex militar da Marinha Guerra Portuguesa,presenteou-nos com o seu trabalho sobre as Fragatas Álvares Cabral,publicado na "Revista da Marinha" n.ºs , 875 - 876- 877, entre 12/1997 e 6/1998.
É um trabalho histórico,com um estudo que demorou 2 anos a concretizar.
Congratulamos-nos, por ter sido escolhidos para publicar o seu trabalho.
Ao Engenheiro Ricardo Matias,em nome da equipa do blogue,quero expressar publicamente o nosso agradecimento,pela distinção que nos coube.
António Moleiro

AS FRAGATAS CLASSE ÁLVARES CABRAL











sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A NOSSA "ARMADA" OU "MARINHA DE GUERRA PORTUGUESA"

Marinha de Guerra Portuguesa (79)










quinta-feira, 27 de novembro de 2008

É OBRA E DA BOA

AGORA VENHAM DE LÁ ESSES VELHOS DO RESTELO DIZER ISTO E MAIS AQUILO , DO QUE JÁ FOI FEITO E SE CONTINUA A FAZER.
ATÊNÇÃO "GUARNIÇÃO" O NOSSO BLOG ATÉ AGORA TEVE NADA MAIS NADA MENOS DO QUE 43.408 VISITAS, REPITO 43.408 VISITAS, DE NADA MAIS , NADA MENOS 104 PAÍSES, REPITO 104 PAÍSES.
É OBRA E DA BOA.E SABEM DE QUEM É A "GLORIOSA" CULPA ? DO NOSSO INCANSÁVEL , DEDICADO , LUTADOR E ETERNO MARINHEIRO, HOJE POR HOJE, UM ORGULHO DE QUEM TEVE A HONRA DE SERVIR NAQUELE "CADUCO VASO DE LATA" QUE CUMPRIU TODAS AS MISSÕES QUE LHE FORAM ATRIBUÍDAS.ESSE HOMEM É O NOSSO EX-GRT ARTILHEIRO MOLEIRO.PARABENS CAMARADA MARINHEIRO E AMIGO MOLEIRO.

Marinha de Guerra Portuguesa (78)











quarta-feira, 26 de novembro de 2008

TRABALHOS A BORDO



Os trabalhos a bordo tanto em navegação, como acostados ou fundeados,incluíam a limpeza do interior e exterior do navio,arrumação e ajuda na cozinha,e claro o mais difícil e que ninguém gostava lavar os respectivos tachos.

AINDA O SR. ASPIRANTE

Os que vão acompanhando estas coisas das nossas memórias, bem como o extraordinário trabalho de pesquisa do nosso Moleiro,e o nosso amor à nossa "amante" que foi a Marinha, decerto que se lembram da história que aqui escrevi sobre a recepção feita ao novel Sr. Aspirante que se apresentou a bordo na Beira .Pois bem, se a recepção foi como eu contei, a despedida não foi melhor.Imaginem o que aconteceu.
Na véspera de chegarmos a Lisboa,coube-me estar de quarto aquando do avistamento do farol do cabo Espichel,coisa que transmiti ao Sr. Comandante e com sua autorização foi dito para toda a guarnição ao ETO, vulgo "instalação sonora".
De imediato foram aparecendo Oficiais na Ponte, entre eles o mais ansioso era o então ex-Aspirante.
Decidi então com mais outros camaradas, contar ao dito cujo, uma "tradição" da Marinha , que eu tinha acabado de inventar, naquele instante,e que logo lhe transmiti:
-Eh pá, não sei se sabe, mas é tradição na Marinha, que no fim das longas comissões de serviço dos navios em África, cabe ao Oficial mais moderno fazer 3 dias de serviço ,seguidos.
É óbvio que o visado não queria acreditar, mas como os outros Oficiais presentes,confirmaram, não se falou mais no assunto.
Atracámos, beijinhos e abraços, lágrimas e sorrisos, e nosso Aspirante lá ficou de serviço.
No dia seguinte, o nosso Imediato foi ao navio,e encontrou ainda o Aspirante de serviço,e achando estranho perguntou-lhe se ele tinha sido voluntário para aquele tormento, tendo ele respondido :
- Não Sr. Imediato, estou só a cumprir a tradição que o Sr. Ten. Pinho me explicou.
- Qual tradição ?
- Aquela dos 3 dias seguidos de serviço na chegada da comissão.
- Vá-se pôr à paisana e prepare-se para ir de licença.
Passados alguns minutos ouviu-se, no navio:
- "Alvares Cabral" atenção Oficiais. Tenente Pinho ao camarote do Imediato.
Lá fui, e no meio de algumas risadas de compreensão pela brincadeira,recebi a passadeira de Oficial de serviço.
O Sr. Aspirante afinal só tinha feito dia e meio de serviço,tendo então feito queixas de mim, à minha namorada, hoje minha mulher.
Se me leres o nosso Blog , as minhas desculpas.
Só um pormenor.O Sr. Aspirante,durante a comissão foi promovido a Sub-tenente, mas Aspirante é mais giro.

TRANSPORTE DE LANCHAS DE DESEMBARQUE E LANCHAS DE FISCALIZAÇÃO PARA O LAGO NIASSA EM MOÇAMBIQUE
















terça-feira, 25 de novembro de 2008

O NOSSO COMANDANTE

O nosso Comandante,CMG - Soares Parente,era um Homem de poucas falas.
Apenas correspondia ao nosso cumprimento,e foi raro vê-lo conversar com elementos da guarnição.
Como o Comandante dava os seus passeios diários a Bombordo,entre o castelo de proa e a cozinha dos Oficiais,nós tudo fazíamos para nos afastar-mos daquele bordo.
Algumas vezes vimos-lo sorrir ( o que foi raro ) quando brincava com o saguim ( pequeno Macaco )que tínhamos a bordo.
Ficámos sempre com a imagem que o Comandante era um militarista e pouco dado a conviver com a guarnição.
Acabada a comissão todos os elementos que não fizeram carreira na Marinha,encetaram uma nova vida.
5 ou 6 anos depois do final da comissão,dirigia-me ao posto médico da CUF, frente á Rocha de Conde de Óbidos para uma consulta, e dou de caras com o Comandante na zona do Cais do Sodré,junto ao edifício do INT,respeitosamente cumprimentei-o,olhou para mim da mesma forma que fazia a bordo,e pergunta-me tu és o Barreirense,mas qual,respondi-lhe que o mais velho.
Perguntou-me,qual era a minha vida fora da Marinha e onde trabalhava,e ficámos a conversar largos minutos.
Ao despedirmos-nos,fez então algo que sempre o julguei impossível de o fazer,disse-me dá cá um abraço, e desejou-me felicidades para o futuro.
Afastámo-nos então em sentido oposto.
Anos depois soube do seu falecimento pela Revista da Armada.
Eu que me atemorizava sempre que o Comandante se dirigia a nós,anos depois reconheci que o Comandante também tinha sentimentos e saudade da sua antiga e última guarnição.

MUSEU DA MARINHA ( 2 )