terça-feira, 30 de setembro de 2008

Espirito de Camaradagem

Tenho recebido ao longo destes quase 10 meses,apoio de bloguistas de outras áreas,e também de ex camaradas do Exercito, da Força Aérea, e da Marinha,da nossa comissão bem como outros ex Marinheiros de unidades navais diferentes.
Mais por email, do que por comentários no nosso blogue.
Obrigado a todos pelo apoio, e por entrarem a bordo do NRP ÁLVARES CABRAL F336.
Tenho trocado memórias,sobre as nossas comissões,até em épocas diferentes.
De ex Marinheiros realço, Rui Matos, o construtor do modelo do nosso navio e que fez parte das guarnições do NRP JOÃO ROBY F487 e do NRP HONÓRIO BARRETO F485, Corveta que teve como comandante o nosso ex Oficial de comissão, actualmente Vice-Almirante Rebelo Duarte.
Do ex Marinheiro Telegrafista 1262/67 - Mário Pereira Moura.
Do ex Marinheiro Sinaleiro 1889/64 - Eduardo Jorge (Zé Lisboa) do qual recebi uma foto de família da ex guarnição do NRP PACHECO PEREIRA F337, bem como uma foto pessoal.
Fotos essas que vão fazer parte do quadro de honra dos amigos do NRP ÁLVARES CABRAL F336.
É com prazer e um abraço que os recebo a bordo.

Guarnição do NRP PACHECO PEREIRA F337- Comissão em Moçambique de 1967 a 1969



Velhas Glórias do Passado ( 13 ) - Marinha de Guerra Portuguesa ( 27 )








quinta-feira, 25 de setembro de 2008

O Clarim

O nosso amigo Clarim, Vítor Costa para os amigos,segundo a versão do mesmo, tinha de tocar a alvorada diariamente, estando dispensado desse serviço ao fim de semana se estivéssemos atracados ou fundeados.
Nesses dias a alvorada era tocada pelo apito do cabo de quarto.
No navio em todos os compartimentos, nos corredores e exterior existiam fonia, na época autofalantes, hoje colunas, também em diversos pontos do navio existia microfones, que serviam para localizar, dar ordens, fazer comunicação com a guarnição, e sobretudo para emergência.
E era junto a um desses microfones que o Vitor tocava no clarim a alvorada.
O Vítor, tinha sempre o clarim colocado em cima de uma secretária junto ao acesso á tolda ( ré ) era acordado mais cedo pelo pessoal de serviço nos dias que tinha de assoprar no mesmo.
Como éramos amigos do Vítor, quando em serviço á tolda, durante a noite, colocávamos papel higiénico dentro do instrumento.
O Vítor pela manhã, ás 7 horas, ainda mal dormido e mal refeito da madrugada, assoprava no dito e não saia som, danado limpava o clarim, e por fim saia um som estridente, o toque de alvorada chateava, aquilo não era música, eram ruídos insuportáveis.
Agora deduzam o Vítor, danado, ainda com a boca a saber álcool, mal conseguia tocar a alvorada, parecia mais uma dezena de gatos á porrada, e agregado á sua má disposição e ás avarias feitas pelos amigos, raramente tocou a alvorada a horas, tocava sim mas quase sempre atrasado.
Acho que nunca foi chamado superiormente por tocar atrasado, julgo eu que o Oficial Imediato, colocava a almofada sobre a cabeça, tapava os ouvidos e nunca olhou ao relógio.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Velhas Glórias do Passado ( 7 ) - Marinha de Guerra Portuguesa ( 21 )








Velhas Glórias do Passado ( 6 ) - Marinha de Guerra Portuguesa ( 20 )





Velhas Glórias do Passado ( 5 ) - Marinha de Guerra Portuguesa ( 19 )