domingo, 31 de agosto de 2008

NRP ÁLVARES CABRAL F336 - 11 de Maio 1959 a 23 de Junho de 1971 ( 12 )

1964

10 de Janeiro - Largou do cais 2 da «Victória Basin» tendo chegado a Luanda 6 dias depois.

20 de Janeiro a 27 de Fevereiro - Largou para o mar 37 vezes, durante este período, reforçou o patrulhamento entre Santo António do Zaire e Ambrizete, a fim de evitar qualquer desembarque inimigo, colaborou com as restantes forças militares, com a finalidade de evitar focos de rebelião no litoral, tendo feito ainda escolta ao T/T VERA CRUZ, quando este deixou o porto de Cabinda.

9 a 28 de Março - Patrulhou a faixa costeira, entre Luanda e a Foz do Cunene em acção de presença sobre as populações ribeirinhas, a fim de manter a moral.

2 de Abril a 2 de Maio - Largou para o mar em patrulha 27 vezes.

11 de Junho a 19 de Novembro - Largou para o mar 112 vezes, teve como missão o patrulhamento de toda a costa de Angola, a fim de evitar qualquer de material para o inimigo.
Durante este período escoltou o paquete Príncipe Perfeito, em viagem com o Chefe de Estado.

2 a 31 de Dezembro - Patrulhou a costa entre Massabi e Santo António do Zaire, em colaboração com as restantes forças militares, a fim de eliminar eventuais focos de rebelião no litoral

Em 1964, o NRP ÁLVARES CABRAL F336, navegou 2.679 horas

Fotos Antigas da Armada

Fonte: www.revistaantigaportuguesa.blogspot.com


sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Cabo Pedro e o Leão

O Cabo Artilheiro José Pedro, talvez o cabo mais antigo a bordo,rondava os 60 anos.
O cabo Pedro,estava sempre rodeado da malta nova, para ouvirem as suas histórias nas comissões que já tinha feito.
Era, porque á muito que partiu, uma pessoa alegre, e sempre com disposição para ajudar os mais novos nas partidas aos outros elementos da guarnição.
Como raramente saia de bordo, tinha um passatempo, com uma velha espingarda pressão de ar, apanhava uns pássaros nas redondezas do navio, para fazer um petisco, e acompanhar com uma cervejas.
Uma das vezes em que fomos a Mocimboa da Praia, tivemos autorização para ir a terra, o pessoal foi a Mocimboa mais para sentir terra debaixo dos pés, e para beber uma cerveja em convívio.
O cabo Pedro saiu com o pessoal, levava a sua companheira, mas antes de sair-mos de bordo, foi recomendado, que a nenhum pretexto o pessoal deveria ir para a cercania da cidade, por segurança.
Enquanto o pessoal conversava, e ia vendo o movimento militar em Mocimboa, o cabo Pedro foi-se afastando á procura da sua caça,e entretido como estava,saiu para os subúrbios da cidade.
Algum tempo depois quase em passo de corrida e esbaforido, o cabo Pedro apareceu junto do pessoal, pássaros não trazia, trazia sim um cheiro pestilento, estava todo cagado.
Acalmado o cabo Pedro, contou depois que tinha dado de caras com um leão, enquanto caçava, á pergunta de onde está o Leão, respondia, como é que sei, se ambos fugimos em sentidos diferentes, e pelo esforço da corrida estava todo cagado.
Enviado para bordo, para se lavar, o Leão passou a ser o tema da conversa e de divertimento do pessoal.
Durante o restante tempo de comissão, sempre que o cabo Pedro saia de bordo, era-lhe recomendado que tivesse cuidado com o Leão, só respondia, seus sacanas vocês comerão o cheiro dos pássaros fritos, enquanto eu me vou banquetear com eles.
O cabo Pedro, foi um dos elementos mais marcantes da comissão, nunca se serviu do posto que tinha para exercer represálias sobre os grumetes.
Era amigo de todos, até daqueles que por brincadeira lhe chamavam o Cabo Avô.

Fotos Antigas da Armada



quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Mainatos de Bordo

O comando do navio ao chegar pela primeira vez á cidade da Beira,contratou 2 mainatos, que já tinham servido em outros navios, e indicados pela Capitania.
Foram então contratados o Leonel e o Cinturão, o seu trabalho a bordo, era o tratamento de roupas dos Oficiais, Sargentos, e Enfermaria.
A vinda deles para bordo, implicava-lhe regras, tinham o seu local de trabalho, o local para dormirem, a não entrada em compartimentos também vedados á guarnição, e acima de tudo regras sobre o consumo de bebidas alcoólicas.
O Leonel, como tinha família,era mais comedido na compra de cervejas.
O Cinturão, como não tinha família, abusava mais no consumo de cervejas.
O maior prazer de ambos era o vinho servido á refeição, a que eles chamavam a água de Lisboa.
Um dia começou-se a notar que o Cinturão,pela manhã já estava entornado.
O mestre do navio,fez uma vistoria ao local de trabalho e de dormida deles, e não encontrou nenhuma bebida alcoólica.
Foi então que o Melo (moço da botica) se lembrou que o Cinturão logo pela manhã se dirigia á Enfermaria, pedindo um pouco de alcóol, dizendo que era para a roupa,eles tinham o seu segredo para manter impecavelmente brancas as fardas.
De acordo com o Mestre e o Enfermeiro, no dia seguinte, o Melo forneceu dose dupla de alcóol ao Cinturão, e reparou no seu contentamento.
Vigiado á saída da Enfermaria, não houve dúvidas, foi apanhado com a boca na botija.
Em vez de aplicar o alcóol na roupa, armazenava-o no estômago.
Admoestado, e com promessa de despedimento, ficou proibido de consumir, mais bebida do que aquela que lhe era servida á refeição, em terra e de licença, poderia consumir o que quisesse desde que não viesse embriagado para bordo.
Até ao final de comissão nunca mais ninguém viu o Cinturão embriagado.

Fotos Antigas da Armada



quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Sentinela Desarmado

O Vítor ( Clarim ) era o ordenança do comando,logo pela manhã colocava á cintura a arma que lhe estava distribuída,pasta a tiracolo, e ia entregar a documentação militar de bordo, aos diversos comandos militares, na volta passava pelo SPM (Serviço Postal Militar ) e trazia a correspondência para a guarnição.
Por esse motivo, estava dispensado dos serviços de escala.
Mas como metia o pé na argola,tal como os outros elementos da guarnição, aos finais de semana era contemplado com umas guardas de castigo, que ia apanhando durante a semana.
E o Vítor estava de sentinela, com a noite amena, e cansado por mal dormir, encostou-se á antepara e adormeceu.
Acordou repentinamente, e faltava-lhe a arma, tinha sido roubado enquanto dormia.
Entrou em pânico, já se estava a ver no presidio militar da xefina em Lourenço Marques, procurou a arma na proximidade do local onde estava, mas a arma tinha-se evaporado.
Restava-lhe assumir a culpa, perante o Sargento de Dia e o Oficial de Dia.
Se já estava em pânico, mais ficou quando viu surgir o Oficial de Dia, ao tempo 2.º Tenente e presentemente, Almirante Silva e Pinho, com a arma que lhe tinha sido distribuída para o serviço de sentinela.
Com desculpas esfarrapadas,tentava a todo o custo safar-se de uma porrada do RDM, e pedia, que a situação ficasse por ali, e que nunca fosse do conhecimento do Oficial Imediato.
Teve sorte, depois de uma valente reprimenda, o Oficial de Serviço, devolveu a arma ao Vítor, fazendo-lhe notar, que enquanto o Vítor dormia, o serviço de sentinela foi feito pelo Oficial de Dia.
Mais uma vez, um dos jovens Oficiais de bordo,safou um dos elementos da guarnição de um pesado castigo.

Fotos Antigas da Armada

Note-se o aprumo dos militares portugueses,
seria desfile militar ou passeio na avenida?


Os Duelos já eram proibidos por lei, na época.


segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Levantamento de Rancho

Como me chegaram novas memórias,vou interromper a história de vida útil do navio,enquanto ao serviço da Marinha de Guerra Portuguesa.
Após nos falarem, de antigas histórias por nós passadas em comissão, é como se fossemos logo situados na época,e acabamos por nos lembrar que até fomos intervenientes ainda que acidentalmente.
Navegávamos ao norte de Moçambique,nessa tarde o jantar seria pasteis de bacalhau e arroz com tomate.
Habituados a uma boa alimentação,e dessa situação não nos poderíamos queixar, é-nos então servido para o jantar, um arroz que mais parecia massa de cimento,e uns pasteis que ao menor toque se desfaziam.
Os praças da guarnição resolveram não jantar.
Alguns elementos onde eu também estava incluído, resolvemos com muito cuidado fazer colares com os ditos pastéis, e fomos para a tolda,organizar um protesto.
Á chegada do Vítor ( Clarim ) pedimos para ele tocar marchas de Lisboa,enquanto desfilávamos com os pasteis pendurados ao peito.
Estava já uma grande parte da guarnição na tolda, excepto Cabos e Sargentos, quando alguém pede ao Clarim, para tocar o Hino Nacional, pois estava na hora de fazer o enterro naval dos pasteis, o Clarim acedeu e os pasteis foram para o fundo do malagueiro. (mar)
Tudo tinha limites, e nós sem nos aperceber-mos estávamos a infringir o Regulamento de Disciplina Militar, todos sujeitos a um pesado castigo.
A situação chegou ao conhecimento do Comandante, o Comandante foi á tolda, e com aquele vozeirão, que era natural dele,mas que nos amedrontava, disse acabou a brincadeira, e acabou mesmo.
Chamou o Médico, e interrogou-o, sobre a qualidade da comida, com alguns rodeios o Médico acabou por confirmar, que a confecção da comida não era das melhores, mas que não estava imprópria para ser consumida.
O Comandante, então ordenou nova confecção de comida, que se resumiu a batatas cozidas e atum.
No ar deixou um aviso,que no dia seguinte em Porto Amélia, a situação ficaria esclarecida.
Por nossa sorte, ou porque o Comandante não quis mexer mais no assunto,tudo acabou em bem, e ninguém foi castigado.

Fotos Antigas da Armada



domingo, 24 de agosto de 2008

NRP ÁLVARES CABRAL F336 - 11 de Maio 1959 a 23 de Junho de 1971 ( 11 )

1963

8 de Agosto - Transportou pessoal do exercito, para Santo António do Zaire, regressando depois a Luanda, onde entrou em 10 de Agosto.

26 de Agosto - Iniciou a varredura da área de saída do porto de Luanda, e as primeiras 10 milhas, a seguir a rota do T/T "VERA CRUZ" só regressando a Luanda a 28 pela tarde.

2 de Novembro - Desempenhou missão idêntica com o T/T "NIASSA"

4 a 7 de Novembro - Patrulhou a faixa costeira, entre Luanda e a Foz do Cunene, após o que regressou a Luanda.

8 de Novembro - Largou com destino a CAPE TOWN, na África do Sul, onde atracou a 14 de Novembro.

19 de Novembro - Largou de CAPE TOWN, com destino a MOSSEL BAY, onde assistiu ás cerimónias festivas da cidade que se festejaram em 20 e 21 de Novembro.

22 de Novembro - Regressa novamente a CAPE TOWN.

Em 1963, o NRP ÁLVARES CABRAL F336, passou o dia de natal e ano novo, na cidade de CAPE TOWN.

Em 1963, o NRP ÁLVARES CABRAL F336, navegou 1299 horas.

Fotos Antigas da Armada



sábado, 23 de agosto de 2008

NRP ÁLVARES CABRAL F336 - 11 de Maio 1959 a 23 de Junho de 1971 ( 10 )

1963

4 de Julho - Largou da bóia 8 do Quadro de Navios de Guerra, tendo dado inicio a uma nova comissão de serviço no ultramar.

9 de Julho - Atracou ao cais de Porto Grande de S.Vicente, em Cabo Verde, largou novamente dois dias depois, com destino a Luanda, onde chegou a 20 de Julho.

27 a 31 de Agosto - Realizou experiências de caldeiras, após o que passou a patrulhar a costa entre Lobito e Luanda.

3 de Setembro a 4 de Outubro - Largou vinte vezes para o mar, tendo escalado, Baía dos Tigres, Moçamêdes, Lobito, Cabinda, Novo Redondo, Porto Amboim, Quicombo, Benguela, Baía do Suto, Santo António do Zaire.
Neste período,efectuou exercícios com outras unidades navais, e também esteve presente na visita que o Chefe de Estado fez a Cabinda e Novo Redondo.
Patrulhou também a faixa costeira entre Luanda e Moçamêdes, e ainda fez escolta avançada ao T/T VERA CRUZ.

7 de Outubro - Prestou honras ao Chefe de Estado, escoltando depois o navio presidencial INFANTE D. HENRIQUE, até á saída do porto de Luanda.

Fotos Antigas da Armada




sexta-feira, 22 de agosto de 2008

NRP ÁLVARES CABRAL F336 - 11 de Maio 1959 a 23 de Junho de 1971 ( 9 )

1962

5 de Janeiro - Foi-lhe dada por finda a comissão em Moçambique,regressou á metrópole, escalando os portos de Moçâmedes, Luanda, Porto Grande de S. Vicente.

3 de Fevereiro - Entrou na barra sul do Tejo, indo atracar á Base Naval de Lisboa

5 de Abril - Empossado novo Comandante do Navio, CFR -Artur Rodrigues Gonçalves

7 a 29 de Junho - Deu entrada no Arsenal do Alfeite, para fabricos,após o que regressou á Base Naval de Lisboa.

3 de Setembro - Empossado novo Comandante do navio, CFR - Alberto Magro Lopes

O NRP ÁLVARES CABRAL F336, navegou em 1962, 608 horas

No restante ano de 1962, nada mais é referenciado sobre movimentos do navio.



1963

5 e 6 de Fevereiro - 13 a 15 de Fevereiro - 18 a 26 de Abril, o navio encontra-se na doca 2 da CUF, para fabricos.

6 e 7 Maio -Após fabricos, fez experiências de máquinas, a vários rumos dentro do estuário do rio Tejo.

9 e 10 de Maio - O navio largou da Base Naval de Lisboa, para a baía de Sesimbra, onde fez lançamento de bombas de profundidade, e fogo com o ouriço, para treino do pessoal, regressando depois á Base Naval de Lisboa.

27 de Maio a 3 de Junho - Volta á doca 2 da CUF, para reparações.

4 de Junho - Realizou, exercícios de artilharia, ao largo de Cascais, após o que regressou á Base Naval de Lisboa.

11 e 12 de Junho - Saiu a barra norte do Tejo, onde calibrou o radiogoneómetro, seguindo depois para Sesimbra, onde fez a corrida de milhas, para elaboração de nova tabela de velocidade.

22 de Junho - Embarcou a bordo,o Presidente da República, Almirante - Américo Tomás, para a inauguração da ponte da Arrábida, no rio Douro -Porto

NRP ÁLVARES CABRAL F336, na Inauguração da Ponte da Arrábida, no rio Douro - Porto



quinta-feira, 21 de agosto de 2008

O Encalhe do NRP ÁLVARES CABRAL F336, em Leixões

Vou interromper a postagem da vida útil do navio, enquanto sob o pavilhão português.
Nos últimos dias chegaram-me novas memórias, e até a história de um civil "João Coelho",que viajou a bordo do navio entre ilhas nos Açores em 1971, memórias essas que postarei brevemente.
Agora os novos factos.
Ao ler comentários sobre o navio, no blog de Luís Miguel Correia - SHIPS & THE SEA
http://www.lmcshipsandthesea.blogspot.com/
Chamou-me a atenção para um comentário, sobre o encalhe do navio, quando da entrada no primeiro porto português, em Leixões, em 29 de Novembro de 1959.
Factos esses que não são relatados pelo historiador naval CMG - Agostinho de Sousa Mendes.
Quis saber sobre os factos, então contactei o historiador naval Reinaldo Delgado, do blog NAVIOS E NAVEGADORES
http://www.naviosenavegadores.blogspot.com/
Que efectivamente me confirmou os factos, também me relatando que os jornais da época, tal como a Capitania, não noticiaram tal facto.
Era normal na época,esconder pela censura o modo escrito dos factos,mas nunca puderam esconder a realidade visual.
Em 29 de Novembro de 1959, ao fazer escala pela primeira vez num porto nacional, Leixões, o NRP ÁLVARES CABRAL F336, descaiu, e esteve encalhado (sentado) sobre rochedos submersos, próximo da praia do pescado ( praia que já não existe) ali permanecendo pouco tempo,pois com a subida da maré,ficou desencalhado,rebocado para a doca n.º1 norte,onde atracou,e onde constataram a ausência de avarias.
No dia seguinte foi então visitado por Oficiais Superiores da Armada.
Reinaldo Delgado, além do desenho do navio, também me enviou e que já a postei, uma foto do NRP ÁLVARES CABRAL F336, a entrar pela primeira vez num porto português, Leixões.
Reparem que o navio ainda não tinha pintado o numero de amura.
A, Luís Miguel Correia e a Reinaldo Delgado.
O meu agradecimento, em nome de toda a ex guarnição.

NRP ÁLVARES CABRAL F336 - 29 de Novembro de 1959



quarta-feira, 20 de agosto de 2008

NRP ÁLVARES CABRAL F336 - 11 de Maio 1959 a 23 de Junho de 1971 ( 8 )

1961

12 de Julho a 17 de Agosto -Efectuou cruzeiros ao longo da costa moçambicana,tendo visitado a Ilha de Mamafede, Nacala, Namalungo, Ponta de Almandia, Timbué, Inhambane, Beira, Rovuma, Porto Amélia, após o que regressou a Lourenço Marques, durante este período, escoltou por diversas vezes o T/T Niassa e Império.

18 de Agosto a 29 Novembro - Nenhum movimento do navio é assinalado pelo historiador naval CMG - José Agostinho de Sousa Mendes

30 de Novembro a 30 de Dezembro - O navio faz vigilância costeira, para impedir saída e entrada de clandestinos,de e para o Tanganica, visitando durante este período, Porto Amélia, Tecomagi, Rovuma, Quionga, Mocimboa da Praia, Nacala e Beira, após o que regressou a Lourenço Marques, onde passou o final de ano, atracado ao cais

1961 - O NRP ÁLVARES CABRAL F336, navegou 1394 horas

Fotos Antigas da Armada








terça-feira, 19 de agosto de 2008

NRP ÁLVARES CABRAL F336 - 11 de Maio de 1959 a 23 de Junho de 1971 ( 7 )

1961

5 a 7 de Janeiro - Continuou as patrulhas costeiras em Moçambique, tendo também fundeado ao largo das ilhas Camarina e Caldeira.

8 a 14 de Fevereiro - Esteve em Mocambo, Condónia, Nacala, Quifuqui, Macaloe, Mecufi, Ilha de Moçambique, Quelimane e Beira, durante este período,interceptou, o iate sul africano "Caridad" em águas territoriais, obrigando-o a entrar no porto nacional mais próximo, devido a haver suspeitas de transportar clandestinamente material de guerra, regressando depois a Lourenço Marques.

9 de Abril a 7 de Maio - Durante este período, prestou assistência ao Governador de Cabo Delgado, na presunção de puderem surgir perturbações de ordem pública, com o mesmo fim, fiscalizou também embarcações que navegavam junto á costa, sem actividades defenidas.

8 a 15 de Maio - Fez a vigilância de costa,entre os faroís de Sangage e de Namalungo, em
operação combinada com forças terrestres,a fim de evitar fuga pelo mar de elementos suspeitos,ou portadores de armamento clandestino.

Fotos Antigas da Armada



segunda-feira, 18 de agosto de 2008

NRP ÁLVARES CABRAL F336 - 11 de Maio de 1959 a 23 de Junho de 1971 ( 6 )

1960

29 de Fevereiro a 27 de Março - Largou da B.N.L, em viagem de instrução de Cadetes da RN, tendo visitado Ponta Delgada, Porto Grande de S.Vicente, Praia, Las Palmas, Funchal e Cádis.

4 de Abril - Substituição do Comandante, foi empossado como Comandante,
o CFR - José Neves Sales Grade

22 de Abril - Largou do Arsenal do Alfeite, com destino ao ultramar, tendo feito escala no Funchal, onde permaneceu 4 dias.

29 de Abril - Partiu-se a antena vertical do radiogoneómetro,devido ás vibrações do navio a navegar.

30 de Abril a 4 de Maio - Visitou, S.Tiago e S.Vicente, durante este período, participou nas comemorações Henriquinas, realizadas no arquipélago de Cabo Verde.

13 de Maio - Chegou a Luanda, permaneceu apenas uma semana em Angola, mas visitou Sto. António do Zaire, Cabinda e Lobito.

26 de Maio a 26 de Junho - Aportou a Cape Town, durante 8 dias, de seguida aportou a Durban, tendo neste período largado 3 vezes de Durban, para experiências de máquinas, e equipamentos após reparações.

27 de Junho - Aportou a Lourenço Marques, tendo antes salvado terra, nessa data foi atribuída a COMARMOÇAMBIQUE.

28 de Junho a 06 de Outubro - Fez patrulhas regulares,transporte de tropas, tanto na zona da Beira, como no norte da província.

2 a 6 de Novembro - Esteve em Port Elizabeth, na África do Sul, onde representou Portugal, na comemoração do "Dia do Pioneiro"

5 a 31 de Dezembro, Efectuou cruzeiros de vigilância entre Quelimane e Cabo Delgado, fazendo base em Nacala.

Em 1960 0 NRP ÁLVARES CABRAL F336, navegou 1.877 horas
Memorial ao Marinheiro Canadiano


Foto Antiga da Armada


sábado, 16 de agosto de 2008

NRP ÁLVARES CABRAL F336 - 11 de Maio 1959 a 23 de Junho de 1971 ( 5 )

1959

29 de Novembro - Devido ao agravamento do tempo, com vento forte de SW, e que rodou depois a NW, tendo o vento atingido rajadas superiores aos 100 km / hora, aprontaram-se as máquinas, redobrou-se a vigilância.
A fragata necessitou de assistência de piloto e de um rebocador, não obstando, que as máquinas tivessem de ser utilizadas a toda a força AV,quando necessário,embora os dois ferros estivessem garrados.

30 de Novembro - Com o decréscimo do temporal, o navio atracou ao cais, onde recebeu o Ministro da Marinha CALM - Quintanilha de Mendonça Dias, com todas as honras da OSA.

2 de Dezembro - Largou de Leixões, ao final da tarde, avistou o farol da Berlenga, continuando a navegar para Sul, até altura do Cabo de S. Vicente

3 de Dezembro - Pela manhã demandou a barra do Tejo, indo atracar na Doca da Marinha.

10 de Dezembro - Largou da Doca da Marinha, com destino á Base Naval de Lisboa.

12 de Dezembro - Foi dissolvido o «Grupo n.1 de Escoltas Oceânicos» e o navio passou a depender do CNC, ingressando na « Flotilha de Escoltas Oceânicos«


1959 - O NRP ÁLVARES CABRAL F336 - navegou 118 horas.

HMS TARTAR F133


Fragata inglesa, avistada durante a comissão,que fazia o bloqueio ao porto da Beira

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

NRP ÁLVARES CABRAL F336 - 11 de Maio 1959 a 23 de Junho de 1971 ( 4 )

1959

Nas provas de mar,o NRP ÁLVARES CABRAL F336, recebeu toda a assistência de diversos serviços técnicos, e do estaleiro naval.
Tendo também colaborado na assistência, o Cruzador BERMUDA, o Destroyer CAVENDISH, as Fragatas PUMA, WEYMOUTH, ULISSES, e os Draga Minas JEWEL e ACUTE, e alguns submarinos não especificados.
Durante o período que lhe foi atribuído, para a efectivação de exercícios e provas de mar, visitou, Sound, Hamoaze, Jennyclif Bay e Cawsand Bay.

26 de Novembro - Pelas 12,00 horas, largou com destino a Portugal, ao final da tarde avistou os Faroís da costa de França.

27 de Novembro - Á noite recebeu uma mensagem de MAIOMAR, determinando que o navio entrasse no porto de Leixões, onde no dia seguinte seria visitada pelo Ministro da Marinha e pelo público em geral.

28 de Novembro - Pelas 18,00 horas, fundeou com os dois ferros, a SE da baía de Leixões,devido ao mau tempo que se fazia sentir.

Navios Guerra Ingleses que assistiram o NRP ÁLVARES CABRAL F336, nas provas de mar em Inglaterra







HMS JUNO F52


Fragata inglesa, avistada durante a comissão, e que fazia o bloqueio ao porto da Beira

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

NRP ÁLVARES CABRAL F336 - 11 de Maio de 1959 a 23 de Junho de 1971 ( 3 )

1959

Foi aumentada ao efectivo dos navios da Armada em 11 de Maio.

Sob o Comando do CFR - José Pimenta de Almeida Beja Camões Godinho

Por Portaria em 11 de Maio, foi mandado construir o «Grupo n.º 1 de Escoltadores Oceânicos» do qual faziam parte o NRP ÁLVARES CABRAL F336 e PACHECO PEREIRA.

Encontrando-se o NRP ÁLVARES CABRAL F336, nessa data na «Hill Bay Docks» em Plymouth.

Após a entrega do navio, e segundo as instruções do CINCPLYMOUT, executaram-se as seguintes operações, entre 02 e 12 de Novembro de 1959

Largada de Hill Bay Docks, e amarração a boía em Hamoaze.

Abastecimento de Combustível

Embarque de Munições.

Após o que largou de Hamoaze, para provas de mar.

Regulação de Agulhas.

Prova de Radar.

Prova Preliminar de Máquinas.

Prova de Ferros e Amarras.

Após feitas estas inspecções, fez.

Experiência de Artilharia.

Calibração de Radiogoniómetro.

Passagem na Carreira de Desmagnetização.

HMS LYNX F27 e Fragata inglesa fotografada de bordo de um navio transporte de tropas


Fragatas inglesas, avistadas durante a comissão, que faziam o bloqueio ao porto da Beira


quarta-feira, 13 de agosto de 2008

NRP ÁLVARES CABRAL F336 - 11 de Maio de 1959 a 23 de Junho de 1971 ( 2 )

ARMAMENTO

2 - Torres duplas com peças de 102 mm

6 - Peças anti-aéreas de 40 mm

1 - Hedgehog «Ouriço»

4 - Morteiros DCT

2 - Calhas lança bombas de profundidade DC e acessórios



EQUIPAMENTO

3 - Radares, sendo um de aviso de superfície, um de navegação «Kelvin»
e um de artilharia 285 p4

2 - Sonares

1 - Girobussola, com repetidores, transmissores, receptores e transrecpetores

1 - Odeómetro

2 - Radiogoniómetros ,roncadores e batitemógrafo



MÁQUINAS

2 - Máquinas de tríplice expansão «IHP 15 500»

2 - Caldeiras «Admiralty»

Tanque de combustível , fuel-oil, com capacidade para 680 Toneladas.


GUARNIÇÃO

171 - Homens

HMS LEOPARD F14 e HMS ZULU F124



Fragatas inglesas,avistadas durante a comissão, que faziam o bloqueio ao porto da Beira


terça-feira, 12 de agosto de 2008

NRP ÁLVARES CABRAL F336 - 11 de Maio de 1959 a 23 de Junho de 1971 ( 1 )

Construída no estaleiro naval «Charles Hill & Sons Lta» em Bristol, Grã-Bretanha.
Em 21 de Setembro de 1944,deu-se inicio á sua construção,concluída e lançada á água em 3 de Março de 1945, denominada de «BURGHEAD BAY»,pertencente aos escoltas da classe «BAY»
Comprada pela Marinha de Guerra Portuguesa, antes da sua entrega,foi modernizada no estaleiro naval «John L. Thomyeroft & Co. Lta - Voolston» em Southampton.
A aquisição,aprontamento,reparação e outros encargos desta fragata e da «PACHECO PEREIRA» importaram em 699.380 Libras Esterlinas.

Características.

Indicativo do navio - F336

Deslocamento Máximo - 2.580 T

Deslocamento Standard - 1.600 T

Comprimento Fora a Fora - 93,7 Mt

Boca - 11,7 Mt

Calado Máximo - 4,7 Mt

Velocidade Máxima - 9,50 Nós / Hora

Velocidade de Cruzeiro - 10,00 Nós / Hora

Autonomia - 7.500 Milhas a 10,00 Nós / Hora

HMS CHARYBDIS F75



HMS CHARYBDIS F75, fragata inglesa,avistada durante a comissão,e que fazia bloqueio ao porto da Beira


segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Horas de Navegação

O NRP ÁLVARES CABRAL F336, entre 1969 e 1971, periodo de comissão em Angola e Moçambique,perfez 5494 horas de navegação.

1969 - 1312 horas
1970 - 2919 horas
1971 - 1263 horas

Entre 28 de Abril de 1969 e 10 de Maio de 1971, serão 709 dias de calandário,em comissão.

Navegámos então 229 dias,de calandário.

Navegámos mais de 7,5 Meses.

Conclui-se, que 1/3 da nossa comissão foi passada a navegar.

HMS SALISBURY F32



HMS SALISBURY F32, fragata inglesa,avistada durante a comissão,e que fazia bloqueio ao porto da Beira