segunda-feira, 31 de março de 2008

Modelismo de Rui Matos

http://www.modelwarships.com/
http://www.modelshipwrights.com/
http://www.armorama.com/

Rui Matos,não foi membro da guarnição do NRP Álvares Cabral F 336
Rui Matos,antigo marinheiro,fez parte das guarnições das Corvetas JOÃO ROBY e HONÓRIO BARRETO,entre 1986 e 1991,têm 41 anos,é Disigner Gráfico, e construtor do modelo da nossa velha fragata,NRP Álvares Cabral F 336
Constroi de 3 a 5 modelos de navios por ano,começou aos 6 anos depois de lhe oferecerem um modelo de um submarino.
Fundador em 1996 do AMA (Associação de Modelismo de Almada)
Construiu o Modelo do NRP Álvares Cabral F 336 a partir de fotos,oferecidas por um Médico amigo com 82 anos de idade.
Rui Matos queixa-se,que nem o Museu da Marinha,nem o Arquivo Geral da Marinha,lhe facultaram fotos nem documentação para a feitura do modelo.
Se analisarmos a sua queixa tem razão de existir,ao contrário das outras Marinhas,a Marinha tem um web site e uma revista(que faz uma pequena ilustração dos navios antigos)esquecendo as suas missões,os seus comandantes,mais de uma década de história no mínimo por cada navio resumido apenas por vezes a um quarto de folha.
Navio abatido é sucata,e sendo sucata é para esquecer,e a história dos mesmos?
A critica de Rui Matos, é uma verdade.
Eu próprio,ainda não consegui saber a história do navio onde prestei serviço,a não ser o período que estive embarcado no mesmo.
Gostava de saber que comandou o navio enquanto sob a Bandeira Nacional,e só sei quem o comandou enquanto elemento da guarnição do mesmo.
Aguardemos que um dia a Revista da Armada passe a publicar a história e as missões dos navios antigos,que levaram a bandeira Nacional por esse mundo fora.

domingo, 30 de março de 2008





















sexta-feira, 28 de março de 2008

Fotos e Postais de Luanda



Mercado S.Paulo,
Luanda

Grt. Artilheiro - Luis "Jamaica"

O Luís faltou aos almoços de 2006 e 2007.
Como em Julho de 2007 fui de férias para Lagos terra de naturalidade e residência do Luís,aproveitei e fui á sua procura,sabia que trabalhava na lota de Lagos,fui lá,informaram-me que o Luís estava doente,e indicaram-me onde residia e onde costumava estar.
Procurei-o nos locais indicados e nada,diziam-me ele passa por aqui de manhã antes de ir ao tratamento,procurei-o na residência que afinal distava pouco mais de 100 metros do local onde eu estava acomodado.
Fez uma festa,e passamos a encontrar-nos mais vezes,contou-me o seu problema de saúde,e se estivesse melhor em 2008 não faltaria.
Voltei novamente a Lagos na primeira Quinzena de Setembro,para outro período de férias,reencontrei o "Jamaica" que me transmitiu que já se encontrava melhor.
Desejamos as suas melhores para nos reencontra-mos no dia 10 de Maio de 2008,no almoço da guarnição do NRP Álvares Cabral F 336

Ilha do Mussulo,
Luanda

segunda-feira, 24 de março de 2008

Três Nomes o Mesmo Navio

Foto de http://reservanaval.blogspot.com





Treino de Desembarque

Para não perder a afinação,de vez em quando,um desembarque de treino.
Pessoal desembarcado,depois escolher local para acampar,e executar o treino em conformidade e com as normas ,de como os outros militares que viviam permanentemente nas matas.
Fazer progressão no terreno,embrenhar nas matas costeiras,patrulhar e voltar ao local de acampamento para passar a noite.
Sentinelas distribuídas,rendições em silêncio e olhos bem abertos,pois mesmo não estando em zona de combates,poderíamos vir a ter uma surpresa.
Era necessário também aprender a racionar a água para consumo,pois cada um tinha pouco mais de um litro de água e o calor era insuportável.
O reembarque seria no dia seguinte se houvesse condições de mar,caso contrário meter butes a caminho e procurar um local com rio,pois ai as águas eram mais calmas.
Para bem dos nossos pezinhos neste caso não foi necessário,condições de mar boas e regresso a bordo,em seguida arrumar os materiais,lavar os botes,retirar a poeira do corpo,e refrescar o interior do mesmo com umas cervejinhas geladinhas.


Quase posto de comando

e observação da U.D



As nossas visitas

quando navegávamos

em patrulha

domingo, 23 de março de 2008

Comissão dever cumprido

Ao contrário de outros militares que estavam na chamada "Comissão de Serviço" ou "Missão de Soberania" e que se deslocavam periodicamente fazendo patrulhas,reconhecimentos,onde entravam em combate directo com os movimentos de "Libertação" que apenas tinham no seu horizonte o poder.
Nós estávamos confinados a um pequeno espaço movél,espaço esse dividido por 150 elementos.
Era como se vivêssemos numa ilha,vendo as mesmas caras todos os dias,sabendo de antemão qual a sua forma de estar e de companheirismo,local onde todos tinham um lugar especifico,para movimentarmos a ilha de ferro, onde estava confinado a nossa vivência.
Devido ás altas temperaturas africanas,o que mais prejudicou a guarnição,foi o calor insuportável no interior do navio,não estando o mesmo apetrechado para esse fim, o aquecimento da chapa do navio,fazia como se vivêssemos diariamente numa sauna.
Mas estávamos conscientes da missão que nos tinham incumbido.
Fizemos transportes de tropas,desembarques na costa,transportamos mantimentos,fizemos patrulhas costeiras, e aproximação ás populações.
Cumprimos sempre as ordens sem as questionar,nunca pusemos em causa o comando.
A bordo nunca houve excesso de militarismo,mas havia o respeito pelos superiores e inferiores na escala hierárquica.
Tínhamos jovens oficiais, e sargentos já de certa idade,que nos davam o exemplo de uma convivência com respeito uns pelos outros.
Não vou fazer um balanço da comissão,nem critica ao governo de então,nem fazer uma análise se a nossa presença em África tinha razão de ser,isso será a história que nos dirá mais tarde.
Pela parte que nos toca sempre fomos humanos com os povos africanos.
Só soubemos o que era o racismo depois de nós irmos á África do Sul,mas nunca foi nossa intenção,copiar esses moldes de achincalhar outros humanos,que só deferiam de nós pela cor.
Tínhamos dois empregados a bordo (chamados os Mainatos) que tratavam das roupas ,mas que foram sempre pagos, e tratados de forma cordial,tinham também alimentação e liberdade de se deslocarem pelo navio.
Em Palma muito próximo do Rio Rovuma que fazia a fronteira Moçambique / Tanzânia foi colocado a bordo um prisioneiro, para ser transportado para Porto Amélia,destinado segundo a versão á DGS.
Já era um homem entre os quarenta e os cinquenta anos,ao entrar a bordo tremia,não sabia o que lhe podia acontecer,como não tínhamos prisão foi colocado junto aos paiois de géneros,guardado á vista por um marinheiro armado,nós calculávamos o seu destino ,consoante o interrogatório da DGS,poderia viver ou morrer,mas o destino dele não estava nas nossas mãos. Foi-lhe fornecido um cobertor para se enrolar quando necessitasse,era sempre levado aos sanitários sempre que precisava,e era levado ao bebedouro para saciar a sede sempre que queria,tinha de atravessar o navio,nunca mais mostrou medo ia sempre sereno pois sabia que a bordo ninguém lhe faria mal.
Só lhe era trazido ao local de prisão a comida,na rendição do marinheiro de guarda,era-lhe fornecida a alimentação igual á nossa,nunca a rejeitou,quando saiu de bordo,saiu sereno,foi bem tratado,mesmo sendo prisioneiro talvez tenha sido a primeira vez que foi tratado como humano,dali para a frente o que lhe iria acontecer!
Quando no final da comissão deixámos África para traz,tivemos o sentimento do dever cumprido. Sabíamos que iríamos ter saudades mais tarde,deixamos em África dois anos da nossa juventude, também as saudades de ver o nascer e o pôr do Sol, saudades de na ponte de comando quando em serviço de vigia durante a noite vasculhar o mar e a costa ,e de vez em quando olhar as estrelas,muito diferente da visão vista em terra,dois anos que nunca voltarão,resta-nos os Almoços de Convívio anuais,rever os nossos amigos com quem compartilhámos o mesmo tempo,e ficou a saudade de um dia pisar novamente aquele solo,rever pela visão,o que a memória não esqueceu,nem que seja por uma breve visita.


Nascer do Sol em áfrica


Pôr do Sol em áfrica

sexta-feira, 21 de março de 2008

As Homenagens ao 1.º Ten. Médico Naval Ramiro Correia

Quase em todas as Cidades,Vilas e Aldeias do nosso país,proliferam placas,dando o seu nome ás Avenidas,Ruas,Praças e Praçetas.
Mas na forma de homenagear não houve uniformização,umas designam-no por Comandante Ramiro Correia,outras 1ºTen. Médico Naval Ramiro Correia.
Temos a sensação de não se tratar do mesmo homenageado,nós os mais velhos sabemos que se tratava da mesma pessoa,e que também sabemos que Ramiro Correia foi graduado em CMG (Capitão de Mar e Guerra ) tendo mais tarde sido desgraduado voltando ao posto efectivo a que tinha direito,e que manteve até ao acto da sua morte.

Baia de Bilene em Moçambique,
local, onde naufragou com a esposa
e o dois filhos,salvando-se do
naufrágio apenas um filho.

Após Comissão

Foto http://www.marinha.pt/Marinha/pt


VALM. Rebelo Duarte.


Nomeado em 27/07/2007


Presidente da Comissão de


Dominio Publico Maritimo.


CMG. Possidónio Roberto,
Director de Segurança e
Risco da Sonae Sierra.
( Foto após 25 Abril 1974)

1.Ten. Médico Naval

Ramiro Correia.

em 1973 foi Autor do Livro

"Na Clivagem do Tempo"



1. Ten. Médico Naval
Ramiro Correia.
Após o 25 de Abril,
foi autor dos livros.
MFA e Luta de Classes.
MFA Dinamização Cultural
e Acção Cívica
CMG. Soares Parente (nosso Comandante ) faleceu em Abril de 2002
CFR. Carrilho Mateus (nosso Oficial Imediato ) em 1975 foi o Delegado no Porto da Comissão Nacional de Eleições
São residente no estrangeiros o seguintes elememtos.

ex. Mar.-Santana ......... Bélgica
ex. Grt. -Garcia ..............Inglaterra
ex. Grt. -José Carlos ......Canadá

domingo, 16 de março de 2008

José Augusto e o Saguim


Novo elemento a bordo

Um dia passamos a ter um novo elemento a bordo,um Saguim.
Adaptou-se a nós rapidamente,foi bem tratado e andou sempre em liberdade a bordo.
Chegamos a vê-lo entrar pela vigia do camarote do comandante que até brincava com ele.
O Saguim,passou a ser uma companhia constante do Sarg. Francisco,e viemos a descobrir o porquê,o Sarg. Francisco dividia as suas cervejas com ele,e que ele aceitava de bom grado.
Depois de se embebedar,ia dormir sobre a secretária que se encontrava frente á sala de máquinas.
Para o acordar o Sarg.Francisco na brincadeira dava um grito,e era velo logo erguido,assanhado ,dentes á mostra, patas no ar,como quem diz,anda que eu estou pronto para a luta.
Certa Manhã não se encontrava o Saguim,o pessoal começou a percorrer o navio e nada,ao chegar á tolda,ouviu-se os seus guinchos a pedir socorro,caiu de bordo,e estava agarrado a um olhal no costado do navio,quase dentro de água,foi só esticar o braço e subiu com uma rapidez incrivél.
Um dia não apareceu mais,deve ter apanhado a sua última bebedeira e caiu ao mar desaparecendo para sempre.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Pessoal de serviço de escala a bordo do N.R.P Álvares Cabral F 336


2.º Ten. Santos Roque
1.º Sarg. Pires
Cabo - José Pedro
Mar. Natalino
os últimos três elementos
de guarda não consigo
identificar pelo nome

CTEN. Santos Roque

Na comissão 2.º Ten. Chefe de serviço de A/S (armas submarinas) e Comandante da Unidade de Desembarque.
Além destas funções tinha outra que só a guarnição do navio conhecia,era ajudante de carpinteiro,encargo não oficial.
O CTEN. Santos Roque,resolveu que a partir dos barris vazios podia construir cadeirões e mesas,meteu mãos á obra,e era vê-lo nos seus momentos de lazer,de volta das suas obras primas.,com mais ou menos dificuldade no dia a dia íamos vendo o seu trabalho.
Era muito aplicado,mas desconhecia que quem não sabe não mexe,e um dia aconteceu,um grande corte num braço,que o deixou de braço ao peito por muito tempo.
Após a comissão perdemos o seu contacto.
Mais tarde viemos a saber que poucos anos decorridos e repentinamente desapareceu para sempre.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Almoço em 2003


Mesa de honra.
ex. Mar.-Jivago
CMG - Possidónio Roberto
CALM - Silva e Pinho
VALM - Rebelo Duarte