sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Destacamento de Fuzileiros Especiais n.º 5

O livro que me foi oferecido por um amigo fuzileiro,vai voltar 38 anos depois ás mãos que o trouxeram da Base da Frelimo denominada "Inhambane" em Junho de 1970,Zona de Mocimboa da Praia,Distrito de Cabo Delgado.
É um livro da 1.ª classe editado em Lourenço Marques em 1963,onde e como se pode comprovar pelos escritos á mão, era por ele que um jovem guerrilheiro da Frelimo aprendia a escrever em português,e que assina o seu nome próprio numa das páginas.
Para o Destacamento de Fuzileiros Especiais n.º 5,este livro faz parte da sua história,na sua passagem pelas matas de Moçambique.
O ex. Oficial Imediato do Destacamento,Hoje Capitão de Mar e Guerra, J.P Villas-Boas,encontrou o melhor destino para este livro,vai para a casa onde nascem todos os Fuzileiros,e provavelmente poderá vir a figurar no Museu dos Fuzileiros.

http://dfe5-moz1969-71.blogspot.com/





quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Resumo da vida do N.R.P.Álvares Cabral ao serviço da Royal Navy

Fragata da classe Loch,baptizada com o nome de H.M.S. Loch Harport F 622.
Em Dezembro de 1943,foi tomada a decisão de reconverter este tipo de escolta apropriado para a defesa aérea,e passar á defesa anti-submarina,foi reconvertida ainda em estaleiro em 1944 na classe Bay.
Pelo que lhe foram retiradas os 4 reparos antiaéreos de 20 mm,e aumentado os morteiros lança bombas de profundidade.
Rebaptizada com o nome de H.M.S. Burghead Bay k 622,sendo a sua madrinha a esposa do Almirante V. Alexander,em 6 de Março de 1945.
A reconfiguração da fragata ficou concluída em 20 de Setembro de 1945.

1945 - Fez escolta com o Destroyer H.M.S. Wizard,na flotilha de Plymouth
1946 - Fez parte na busca ao submarino H.M.S.Truant.
1947 - Escolta o navio Dora Oldenfore no golfo da Biscaia, ainda no mesmo
ano é nomeada para a escolta dos navios Vigour,Oceano
e Runnymede.
1948 - Retorna á flotilha de Plymouth.
1949 - Faz parte da escolta do Destroyer H.M.S. Onslaught.
1950 - Faz parte da escolta do Destroyer H.M.S. Ulster, em Novembro
do mesmo ano nomeada para a escolta do Destroyer
H.M.S. St. James.
1951 - Nomeada para a esquadra de navios nas Índias Ocidentais-
1952 - Junta-se á esquadra do Cruzador H.M.S. Sheffield.
1953 - Agrupa-se ás fragatas H.M.S. Loch Rdthven,
H.M.S. Loch Veyatie,nas Índias Ocidentais.
1954 - Junta-se ao Cruzador H.M.S. Sheffield.
1955 - Faz viagens com Cadetes ,passando por diversos Portos Sul-Americanos.
1956 - Faz escoltas com o M.H.S. Dockyard
1957 - Faz viagens com Cadetes ,passando por diversos Portos Africanos.
1958 - Passa á Reserva,em Agosto do mesmo ano é negociada a sua
venda a Portugal.
1959 - Maio entra ao serviço da Marinha Portuguesa,rebaptizada
com o nome de N.R.P. Álvares Cabral F 336,faz diversas
comissões em África,principalmente em Moçambique,
finda a sua última comissão em 10 de Maio de 1971,
em 10 de Junho1971, dia de Portugal,representa Portugal
na ilha Terceira nos Açores,em 23 de Junho de 1971
é abatida ao serviço.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Armamento Ligeiro do N.R.P. Álvares Cabral

Armamento,para intervenção em terra,serviço de Policia Naval,defesa do navio,Unidade de Desembarque,defesa próxima,abordagem ou fiscalização de navios e outras embarcações


Pistola Walter 9mm



Espingarda Metrelhadora G3 - 7,62 mm
Pistola Metrelhadora FBP - 9 mm

MG 42
7,62 mm




Granadas

Armamento A / A duplo do N.R.P. Álvares Cabral


Bofors 40mm
situadas a meio
nau no convés
uma em cada bordo

Bofors Dupla
de 40mm
(não é foto do
N.R.P. Álvares Cabral)

Bofors Dupla
de 40mm
(Foto de peça igual
ás do N.R.P.
Álvares Cabral)

Artilharia de Superficie do N.R.P. Álvares Cabral


Reparo duplo
de 102mm - 4"
(não é foto do
N.R.P. Álvares
Cabral)

Reparo duplo de
Artilharia de 102mm
Situadas uma a vante
da Ponte baixa,e a outra
no convés a ré.
(não é foto do N.R.P.
Álvares Cabral)

Culatras das peças
duplas de 102mm
(não é foto do N.R.P
Álvares Cabral)

Munição completa
de 102mm - 4"

Elevador de
munições
paiol/peça

Peça 102 mm
em corte

Armamento A / A do N.R.P. Álvares Cabral



Reparo simples

Bofors 40mm

Situados nas asas da ponte

uma em cada bordo


Reparo simples
Bofors 40mm
(não é foto do
N.R.P. Álvares Cabral)

Paiol Munições 40mm
(não é foto do
N.R.P. Álvares Cabral)

Bofors 40mm
(não é foto do
N.R.P Álvares Cabral)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Pico Cão e os visitantes

Foto com Pico Cão como fundo,identificáveis o Luis,Letras,Frade,Tendeca,Martins,
Cabozé,Castro,Fuas,Alfredo,Dias,Elidio,Natalino,Oliveira,Vitor,Horácio,Medina,Pinto,Montijo.

A Álvares Cabral em S. Tomé

Em S.Tomé,o Comando Naval da Ilha em conjunto com o Comando da Álvares Cabral,
proporcionaram á guarnição da mesma, uma visita á ilha,foram postas á nossa disposição duas Berliet do Exercito com os respectivos condutores,foi uma visita inesquecível,que pena não nos terem proporcionado também uma visita á ilha do Príncipe.

Visita a S.Tomé


Ainda identificáveis depois destes anos todos,Oliveira,Leite,Paim,Martins,Vitor,
Elidio,Estrela,Melo,Manta e o Fragata

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

S.P.M. 1611

O nosso código postal,fornecido pelo Serviço Postal Militar.

Baia Ana de Chaves - S. Tomé


O Submarino Russo

Em Angola,a navegar em patrulha,comecou-se a notar que navegávamos de norte para e sul e vice-versa continuamente,mas sempre com a costa á vista.
E os dias foram passando e cada vez mais dias que o normal,estranhando o facto começamos a perguntar o que se passava,o porquê e para quê de tantos dias de navegação.
Resposta não oficial,tinha sido avistado pelos pescadores,um submarino russo ao norte de angola,e quando nós navegávamos para norte ele era avistado ao sul,quando navegávamos para sul era avistado a norte.
Submarino? como,navegávamos normalmente,sem postos de combate,as bombas de profundidade estavam nas calhas sem espoletas,o numero de vigias não foi aumentado,tudo normalissimo,era treta dos pescadores pois queriam arrastar sem serem incomodados.
Acabámos por ter um bonus destes dias de navegação,fomos descansar uns dias para S. Tomé

Postal de S. Tomé e Principe


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Cantigas para matar o tempo

Natalino,acompanhado pelo ex Tenente Rebelo Marques,pela expressão do Ramalhete e do Martins, afinal o Natalino sabe cantar, o Santana pela forma de pegar na viola ,vê-se logo que era um eximio tocador do instrumento, ou a pose é só para a foto.

O Reencontro com o Natalino

Mais de 25 anos depois reencontrei o Natalino,trabalhavamos ambos na Lisnave,eu em Setúbal,ele na Margueira - Cacilhas,por motivo de acréscimo de navios na Margueira,alguns dos bombeiros de Setúbal,foram transferidos temporáriamente para a Margueira,entre eles eu.
Tentei logo de ver o Natalino,o Martins e o Jordão,que estavam todos no mesmo estaleiro.
Era dificil reencontrá-los devido aos turnos continuos.
Logo nos primeiros dias e após o almoço,o pessoal tinha por hábito se juntar num balneário proximo do refeitório,e lá estava o Natalino sentado no chão encostado á parede a descansar,aproximei-me e sentei-me a seu lado,não me reconheceu.
Então comecei a mandar umas bocas foleiras,tais como tens a mania que sabes cantar,mas é tudo treta,e tocar viola és um nabo,ele e todos os presentes olhavam para mim,como quem diz o tipo é maluco,está a falar com quem?
Continuei,e o Natalino apercebeu-se que eram para ele as minhas bocas,comecou a ficar inquieto,como quem diz estás com um murro nas trombas não tarda nada.
E antes do Natalino passar de vias a factos,perguntei não me reconheces?
Olhou demoradamente,puxou pela memória,e por fim reconheceu-me,contráriamente ao que os presentes esperavam em vez de um murro veio um longo abraço.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Marco do Equador (1)

Marcador da linha imaginária do Equador na ilha de S.Tomé,com vista para o Oceano Atlântico

Marco do Equador (2)

Marcador da linha imaginária do Equador na ilha de S.Tomé,com vista para a vegetação natural da ilha

Passar a Linha Imaginária do Equador

Á passagem de um navio com nova guarnição,sob a linha imaginária do equador,faz-se uma sátira a neptuno rei dos mares .
Improvisa-se uma pequena piscina,uma sala de tribunal,depois é pintar a cara e o tronco,umas máscaras e indumentária a condizer.
Vai a julgamento o comandante,o imediato,e alguna oficiais,todos colaboram na brincadeira.
As acusações,podem ser de casos passados no dia a dia a bordo,bem como algum graçejo,ou deslize que tenham cometido.
Antes de serem julgados têm de beijar o anel do bispo.
Todos são acusados de algo,e todos são condenados a serem mergulhados na piscina as vezes que o tribunal ditar,bem como a pagarem uma caixa de cervejas